sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Pirâmide da Nano Informação propõe monitoramento sobre produtos com nanotecnologia


Nanotecnologia nos produtos
Os consumidores querem saber o que estão comprando, os comerciantes precisam saber o que estão vendendo e os transformadores e recicladores precisam saber o que estão recebendo para reprocessar.
Isso se aplica a todos os materiais comuns, mas se aplica especialmente aos produtos que contêm nanomateriais artificiais.
Hoje, contudo, praticamente todas as informações relativas à nanotecnologia utilizada na fabricação dos produtos é perdida em algum lugar ao longo da cadeia de valor, criando uma preocupação sobre o destino final dos nanomateriais.
Pirâmide da nanotecnologia
Para tentar enfrentar o problema, que deverá se ampliar ano a ano, dada a crescente adoção da nanotecnologia na fabricação de produtos de consumo, a organização Innovation Society propôs um modelo para uma Pirâmide da Nano Informação.
O objetivo da proposta é debater os desafios e as responsabilidades para a preservação das informações sobre os nanomateriais utilizados em cada produto ao longo da cadeia de valor. O modelo pode contribuir para resolver e analisar as áreas críticas na cadeia de valor.
Desafios
Segundo a proposta, há grandes desafios a serem vencidos pela indústria, pelas autoridades, pelas agências de fiscalização e até pelas companhias de seguro.
Entre esses desafios para o futuro destacam-se:
encontrar instrumentos adequados e confiáveis para transferir dados e informações específicos da nanotecnologia ao longo da cadeia de valor e para satisfazer as necessidades dos consumidores;
garantir que o fluxo de nanoinformações (a montante e a jusante) não seja interrompido;
dividir os custos e as responsabilidades dessa cadeia de nanoinformações entre as partes responsáveis.
Reciclagem de produtos com nanotecnologia
A Pirâmide combina diferentes ferramentas de transferência de informações entre os diferentes níveis da cadeia de valor para garantir que os dados nanoespecíficos (e, se necessário, os aspectos de segurança envolvidos) sejam transferidos de forma adequada, da indústria até a reciclagem.
Há uma preocupação crescente com os riscos advindos do uso das nanopartículas. Algumas pesquisas iniciais apontam riscos tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana, embora as amostragens ainda sejam insuficientes para conclusões definitivas.
A Pirâmide da Nano Informação é o primeiro esforço que leva em consideração os aspectos econômicos, sobretudo a preparação para a reciclagem dos produtos com nanotecnologia.


Leia mais em :

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=piramide-nano-informacao-propoe-monitoramento-sobre-produtos-nanotecnologia&id=010165100128&ebol=sim

Belezas nanométricas

Ciência e arte: veja as belezas reveladas pela nanotecnologia









Beleza nanométrica





Objetos um milhão de vezes menores do que um milímetro podem ser difíceis de se ver, mas certamente têm sua beleza.
E, por serem capazes de exibir as imagens desse universo minúsculo, os cientistas envolvidos com nanotecnologia têm-se tornado verdadeiros artistas.
É o que comprova a Mostra Internacional On-line Nanoarte 2009-2010, que teve início na última segunda-feira (25/1) com a participação destacada de um grupo de pesquisadores brasileiros.








Ciência e fotografia
Organizada pelo cientista - e artista - Cris Orfescu, professor da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, a exposição competitiva conta com 150 imagens, das quais 15 foram produzidas por pesquisadores brasileiros.
Os cientistas-fotógrafos são ligados ao Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) e ao Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN).








Brasil na frente
De acordo com Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do CMDMC e do INCTMN, a exposição estará aberta para votação até domingo (31/1), quando serão anunciados os vencedores.
Até a manhã desta sexta-feira os brasileiros estão vencendo: das 12 imagens mais acessadas, 11 foram produzidas por três técnicos do INCTMN: Rorivaldo Camargo, Ricardo Tranquilin e Daniela Caceta.
O grupo, sediado em São Carlos (SP) foi responsável pela criação, em 2009, o Projeto Nanoarte - veja a reportagem Projeto Nanoarte transforma a nanotecnologia em arte.


Leia mais em :

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ciencia-arte-veja-belezas-reveladas-pela-nanotecnologia&id=010865100129&ebol=sim

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Roupas antibactericidas

Roupa anti-bacteriana protege contra gripes, resfriados e até poluição
Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/05/2007


Imagine uma roupa que evite que você pegue resfriados ou gripe, que o proteja da poluição e que seja capaz de destruir gases nocivos à saúde. E, de quebra, que nunca precise ser lavada.
Foi justamente uma roupa assim que um grupo de pesquisadores da Universidade de Cornell, Estados Unidos, acaba de criar. Olivia Ong, Juan Hinestroza e Hong Dong recobriram as fibras do tecido com nanopartículas que conseguem cumprir todas estas funções.
Nanotecnologia no mundo da moda
"Nós acreditamos que esta seja a primeira vez que a nanotecnologia entra no mundo da moda," diz Hinestroza, que é especialista em fibras.
As nanopartículas eletrostaticamente carregadas formam uma camada protetora ao redor das fibras de algodão dos ombros, mangas, capuz e nos bolsos da jaqueta. Além das funcionalidades anti-bacterianas, as nanopartículas também dão a cor ao tecido, que não precisa ser pintado - a cor é produzida pela reflexão da luz nas nanopartículas.


Roupa anti-bacteriana



As nanopartículas são feitas de prata e paládio. A prata possui qualidade anti- bacterianas naturais e estas propriedades são reforçadas quando o metal forma partículas muito pequenas. Medindo de 10 a 20 nanômetros cada uma, essas nanopartículas de prata também diminuem a necessidade de se lavar o tecido, já que, além de destruir bactérias, as pequenas dimensões das partículas evitam o acúmulo de sujeiras e manchas.
Já as partículas de paládio são menores - entre 5 e 10 nanômetros de diâmetro. O paládio é um dos melhores catalisadores que existem, sendo capaz de oxidar os gases presentes na poluição. Essa propriedade da roupa anti-bacteriana poderá ser muito útil para pessoas alérgicas, que estarão menos sujeitas aos efeitos dos gases tóxicos principalmente nas grandes cidades.
Mas não espere encontrar essas roupas "high-tech" na próxima coleção de primavera. Um metro quadrado do tecido embebido em nanopartículas custa um pouco mais de US$10.000,00 - sem contar os aviamentos e o trabalho da costureira.


Fonte:


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010165070514

Tecido que muda de cor

Camuflagem de camaleão fará roupas mudarem de cor conforme o ambiente
Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/04/2009



Cientistas do Laboratório Sandia, nos Estados Unidos, demonstraram a possibilidade de se construir uma camuflagem que imita a forma como camaleões, polvos e várias espécies de peixe mudam suas próprias cores para se disfarçar em cada ambiente.
Roupas que mudam de cor
"O efeito poderá ser utilizado na fabricação de roupas que mudem automaticamente de cor para se adaptar a diferentes situações visuais," diz o professor George Bachand, que coordenou o trabalho que levou à descoberta da camuflagem.
Segundo ele, essas roupas capazes de mudar de cor sem a necessidade de qualquer fonte externa de energia poderão se tornar realidade em um período entre cinco e 10 anos, dependendo do andamento das pesquisas.
Combustível celular
A fonte de energia, tanto para as camuflagens biológicas quanto para a camuflagem sintética que está sendo desenvolvida pela equipe do professor Bachand, é o combustível celular básico chamado ATP - adrenosina trifosfato.
As moléculas de ATP liberam energia à medida que se quebram. Cerca de 50% dessa energia é absorvida pelas proteínas motoras - minúsculos motores moleculares capazes de se mover sobre superfícies.
São esses motores moleculares que agregam ou dispersam os cristais de pigmentação da pele, carregadas em suas "caudas", à medida que andam ao longo dos microtúbulos do esqueleto celular, fazendo com que os animais mudem de cor.
Chave liga-desliga de motores moleculares
Para imitar a camuflagem natural os cientistas tiveram que desenvolver uma forma mais simples de ligar e desligar o movimento dos motores proteicos, que é complexo demais nos seres vivos.
A solução veio com íons de zinco que travam as proteínas. Compostos químicos específicos anulam a ação dos íons de zinco, liberando as proteínas. O processo é controlável e reversível.
"Nós essencialmente reprojetamos a estrutura da proteína para introduzir uma chave no motor," diz Bachand. "Desta forma nós agora podemos ligar e desligar nossos dispositivos nanofluídicos."


Fonte:


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=camuflagem-de-camaleao-fara-roupas-mudarem-de-cor-conforme-o-ambiente&id=010160090429

Impressão sem tinta

Impressão sem tinta cria cores naturais instantaneamente
Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/08/2009


Os cientistas sempre ficaram curiosos com as impressionantes cores vistas na natureza, principalmente os padrões iridescentes e ultrabrilhantes encontrados nas penas dos pássaros, nas asas das borboletas e nas carapaças de vários insetos.
O avanço da microscopia finalmente permitiu que eles compreendessem como essas cores são geradas. E o avanço da nanotecnologia está permitindo que eles reproduzam as técnicas que a natureza levou milhões de anos para aprimorar.
Cores sem pigmentos
Juntando as duas coisas, a equipe do professor Sunghoon Kwon, da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, afirma ter descoberto uma forma de revolucionar a impressão tradicional, abolindo as tintas, fazendo uma impressão em cores totais que fica pronta em um instante e que é capaz de reproduzir as cores encontradas na natureza.
As cores exibidas por insetos e pássaros não são baseadas em pigmentos, mas em texturas microscópicas na superfície de suas asas, penas e carapaças. É a interação dessas superfícies com a luz que produz as suas cores.
O que o Dr. Kwon e seus colegas fizeram foi desenvolver um método capaz de criar as texturas microscópicas que interagirão com a luz para gerar as cores.
Impressão sem tintas
A sua "tinta" é um composto formado por três ingredientes: nanopartículas magnéticas, uma resina e um solvente.
As nanopartículas, que medem entre 100 e 200 nanômetros, dispersam-se na resina, dando ao material uma aparência acinzentada. Mas basta aplicar um campo magnético para que as nanopartículas ajustem-se imediatamente às linhas do campo magnético, alinhando-se e formando estruturas bem definidas.
As cadeias de nanopartículas, que ficam espaçadas com grande regularidade, interferem com a luz que incide sobre elas, gerando uma cor. Para mudar a cor, basta alterar o campo magnético.
"Se você quiser controlar o ângulo do campo magnético [para criar curvas no desenho, por exemplo] você pode combinar múltiplos eletroímãs," disse o pesquisador à revista New Scientist.
Fixando as cores
Assim que a cor desejada é produzida, as nanopartículas podem ser fixadas expondo a mistura à luz ultravioleta, que cura a resina. O sistema utiliza uma espécie de litografia para fazer com que a luz ultravioleta incida apenas sobre as áreas da imagem que já assumiram a cor desejada.
A seguir, basta ir alterando os campos magnéticos e aplicando a luz ultravioleta seletivamente, até criar uma imagem totalmente colorida. E sem usar nenhum pigmento.
"Nós primeiro configuramos o ímã para criar o vermelho e então incidimos a luz ultravioleta por 0,1 segundo, configuramos para produzir o azul, luz por 0,1 segundo novamente, então verde e assim por diante. Você consegue imprimir em página A4 totalmente colorida em um segundo," disse o pesquisador.
Agora eles pretendem aprimorar a técnica para que as cores sejam reversíveis, permitindo a criação de gadgets que mudam de cor conforme a vontade do dono.


Bibliografia:Structural colour printing using a magnetically tunable and lithographically fixable photonic crystalHyoki Kim, Jianping Ge, Junhoi Kim, Sung-eun Choi, Hosuk Lee, Howon Lee, Wook Park, Yadong Yin, Sunghoon KwonNature Photonics23 August 2009Vol.: Advance online publicationDOI: 10.1038/nphoton.2009.141


Site :



http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=impressao-sem-tinta-cria-cores-naturais-instantaneamente&id=010160090827

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Chips

Pesquisa com Nanodispositivos Semicondutores









As perspectivas recentes em Nanociência e Nanotecnologia (N&N) têm levado a um crescente número de iniciativas na área por todo o mundo. Dados recentes acerca de investimentos para pesquisa em Nanociência e Nanotecnologia apontam para um investimento governamental da ordem US$ 1,5 bilhão no ano de 2001 em todo mundo. Os Estados Unidos da América, Japão e Comunidade Européia lideram a grande parte desse investimento nas fronteiras da pesquisa, varrendo e superpondo diferentes áreas tais como a pesquisa fundamental, materiais nanoestruturados, eletrônica molecular, eletrônica de spins, bio-engenharia, computação quântica, modelamento e simulações, nanorobótica, nanoquímica, nanofabricação etc. Tais iniciativas refletem o caráter estratégico da Nanociência e Nanotecnologia para o avanço do conhecimento e potencial de seu grande impacto social nos anos e décadas que estão por vir.
Em 2001, o governo brasileiro lançou o Programa Brasileiro de Nanociência e Nanotecnologia, que se iniciou com a formação de quatro redes nacionais para pesquisa cooperativa cujos focos iniciais foram nanodispositivos semicondutores, materiais nanoestruturados, nano-biotecnologia, e nano-tecnologia molecular e interfaces. Além da formação dessas redes de pesquisa, o Ministério de Ciência e Tecnologia criou o Instituto do Milênio para Nanociências em 2002.
O nascimento das nanoestruturas e nanodispositivos semicondutores, é relativamente recente, tendo se desenvolvido com maior aceleração a partir do final dos anos 80.
Os primeiros dispositivos semicondutores remontam a 1947, quando W. Schockley, W. Brattain e J. Bardeen nos EUA tiveram sucesso em fabricar o primeiro transistor de estado sólido. Os transistores são as unidades fundamentais que compõem os microprocessadores, hoje presentes em todos equipamentos eletrônicos digitais, circuitos de memória de PCs, equipamentos de CD, TV e vídeo etc. Àquela época, as dimensões dos transistores eram de alguns centímetros (centésimos de 1 metro).
A partir da segunda metade dos anos 80, começam a surgir pesquisas para o desenvolvimento de dispositivos semicondutores na escala nanométrica (1 nanômetro = 1 bilionésimo de metro). Nos últimos anos mais avanços tecnológicos têm permitido o desenvolvimento de uma nova área na ciência, que é multidisciplinar e abrange as atividades na tecnologia da informação, ciências exatas, ciências biológicas e engenharias: a Nanociência e Nanotecnologia. Ela trata de aplicações e desenvolvimentos de nanoestruturas e nanodispositivos ultilizando-se das propriedades físicas, químicas, elétricas e óticas de novos materiais e materiais avançados, e que resulta em uma maior miniaturização de dispositivos e sensores e presentemente a pesquisa de ponta realizada em todo o mundo requer a manipulação da matéria em nível atômico e molecular.
Outras atividades de pesquisa desenvolvidas na USP-São Paulo e São Carlos e por pesquisadores da UERJ e PUC-Rio direcionam-se ao entendimento das propriedades magnéticas (spin) em nanoestruturas semicondutoras, que podem vir a ser de grande utilidade num futuro próximo na área de gravação magnética, utilizando-se do controle de correntes eletrônicas e das propriedades associadas com a polarização de 'spin'. Tais avanços podem levar em breve a um aumento substancial na capacidade de gravação e armazenamento (discos rígidos) utilizando-se dessas novas propriedades magnéticas de nanoestruturas semicondutoras.
Eronides F. da Silva Júnior é professor do Departamento de Física na Universidade Federal de Pernambuco.

Por Eronildes F. da Silva Júnior
fonte:
http://cienciavip.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Nanotecnologias e educação

Buscando meios para solucionar problemas científicos que possam modificar a vida das pessoas, a ciência estuda constantemente. A partir disso a nanociência surge como uma revolução, prometendo transformar completamente a forma como vivemos, nos comunicamos e trabalhamos. Porém a transdisciplinaridade da nanociência e da nanotecnologia coloca grandes paradigmas na educação. Como trabalhar temas tão complexos em ramos diferentes da sociedade, desde o ensino fundamental à sociedade em geral?
Este é um dos questionamentos trazidos pela Profa. Dra. Solange Binotto Fagan em seu artigo “Nanotecnologias no ensino”, que ilustra o número 125 do Caderno IHU ideias. Solange Fagan é professora Adjunta do Centro Universitário Franciscano/UNIFRA, onde atua nos programas de Mestrado em Nanociências e Ensino de Física e Matemática.

De forma didática e precisa a professora aborda as nanociências, ramo ainda novo e polêmico, em âmbitos educativos, como o ensino básico e o superior, além das questões ambientais e trabalhistas envolvidas nestes processos. Para ela a urgência de tratar do tema em diferentes esferas da sociedade está ficando cada vez mais acentuada. “Isto só será possível com um fortalecimento da divulgação e educação científica em nanociências e nanotecnologia, levando o conhecimento à população em geral”, afirma Solange.
A versão eletrônica deste caderno estará disponível em 20 de novembro. A edição impressa da publicação pode ser adquirida na Livraria Cultural, no Campus da Unisinos, e/ou pelo endereço livrariaculturalsle@terra.com.br. Clique aqui e confira as edições anteriores.
fonte:

http://unisinos.br/blog/ihu/2009/11/05/nanotecnologias-e-educacao/

domingo, 24 de janeiro de 2010

NanoRural II

Vacas " Nanofaturadas"



PRODUÇÃO EM NANOMETROS



Como projetos de nanotecnologia poderão ajudar a desenvolver o agronegócio nos próximos anos.







Disponível em :

http://www.terra.com.br/revistadinheirorural/edicoes/42/artigo77938-2.htm

Peliculas protetoras


O filme é uma película feita à base de enzimas animais e vegetais, que são transformadas em um líquido. Após a aplicação, as partículas dessa solução se agregam aos poros da fruta, alterando sua respiração e retardando sua decomposição. “A grande vantagem é que a camada é comestível e não altera o sabor nem a textura da fruta”, comenta o cientista, que acredita que no prazo de dois anos o produto já esteja em uso pela indústria. “O mercado de frutas exóticas brasileiras cresce muito. Esse filme é ideal para garantir a qualidade do produto no caso de exportações.” Agora, o desafio dos cientistas é tornar o produto comercialmente viável. “A tecnologia ainda tem um custo alto. O Brasil perde quase 40% da sua produção de frutas no manuseio e transporte, mas ainda tem um lucro grande. O produtor acha mais fácil perder do que investir.”

disponível em :

http://www.terra.com.br/revistadinheirorural/edicoes/42/artigo77938-1.htm

Disponív

NanoRural

Agricultura muito além da vista




Conheça a nanotecnologia, ciência que desenvolve produtos microscópicos que podem revolucionar a agricultura brasileira.



Quem já pisou numa fazenda sabe que agricultura se faz nos mínimos detalhes e não há produtor que se preze que contradiga essa “verdade”. Mas agora alguns cientistas brasileiros resolveram levar esses “detalhes para o microscópio”. Essa é a nanotecnologia, um tipo de ciência que desenvolve produtos tão pequenos que correspondem à espessura de um fio de cabelo dividido em 70 mil partes. Esse tipo de procedimento é usado em larga escala nos Estados Unidos, que descarregam um caminhão de dinheiro todos os anos: US$ 1 bilhão. Os métodos criados a partir dos conhecimentos “nanométricos” podem gerar uma infinidade de produtos usados em praticamente todos os ramos de atividade. E a agricultura não fica fora disso. O Brasil começa a dar os seus primeiros passos no terreno dessas medidas para lá de milimétricas. Entre 2006 e 2007, foram aportados cerca de R$ 74 milhões em pesquisas de nanotecnologia. E no foco desses investimentos está justamente o agronegócio.
Ainda neste semestre, deve ser inaugurado o primeiro Laboratório Nacional de Pesquisa em Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio. O centro, que funcionará nas instalações da Embrapa Instrumentação Agropecuária, localizada em São Carlos (SP), consumiu mais de R$ 4 milhões e quer ampliar as pesquisas nesse setor. “Junto com o laboratório, criamos a rede de pesquisa em nanotecnologia, que engloba uma série de especialistas. Com a participação de 17 unidades da Embrapa, que estarão junto com 13 universidades brasileiras e universidades dos EUA e da França”, afirma o Coordenador da rede de pesquisa em nanotecnologia aplicada ao Agro, Luiz Henrique Capparelli Mattoso.
Mas, afinal, o que essa partícula praticamente invisível – para se ter uma idéia, um fio de cabelo mede cerca de 70 mil nanopartículas – pode fazer pelo agronegócio brasileiro?
Algumas dessas possibilidades já podem ser vistas na Embrapa Instrumentação, que já há alguns anos vem desenvolvendo aparelhos a partir da nanotecnologia.
Foi a partir dessa tecnologia que os cientistas da unidade desenvolveram um papel-filme protetor para frutas, que possibilita aumentar o seu tempo de prateleira, além de ser comestível. Segundo o pesquisador da Embrapa e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do produto, Odílio Assis, no caso da maçã, o tempo de conservação aumenta de 25 dias a um mês. “Em condições controladas, com refrigeração ela pode durar até um ano a mais”, diz.




Disponível em :

http://www.terra.com.br/revistadinheirorural/edicoes/42/artigo77938-1.htm

Artigos Relacionados e Resultados de implementações

Os artigos abaixo foram apresentados nos mais renomados congressos do pais.



Leia na integra abaixo:

http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/sys/resumos/T0556-1.pdf


Leia na integra clicando abaixo:

sábado, 23 de janeiro de 2010

Propriedades óticas


Particulas de tamanhos diferentes apresentam cores diferentes.

domingo, 10 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Filme sobre redução de ecalas de medida!

Este filme tem como função auxiliar na compreensão da redução de escalas, desde a macro até a nanoescala.

video

Aproveite e estude...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Nanociência: Já é possível misturar água e azeite


Investigação poderá optimizar as técnicas de refinamento de biocombustíveis.














“Misturar água e azeite” é já uma expressão popular que define a impossibilidade de juntar dois compostos. Uma equipa de cientistas norte-americana provou o contrário e os resultados podem ir muito além do que fechar mais um capítulo da luta entre a ciência e o senso comum.

Foi graças a um catalisador, e à consequente aceleração química da mistura, que investigadores da Universidade de Oklahoma conseguiram juntar água e azeite.

Daniel Resasco, professor de Engenharia de Materiais Químicos e Biológicos da Universidade de Oklahoma, garante que isto nunca tinha sido feito.

Esta investigação permite avançar com as técnicas de refinamento de combustíveis. “Os combustíveis comuns só contêm componentes hidrofóbicos e os biocombustíveis contêm compostos oxigenados como os aldeído, álcoois e ácidos que são muito solúveis em água”, explica Daniel Resasco, um dos autores do estudo ao El Mundo.

“A novidade é que estas nanopartículas que temos desenvolvido são capazes não só de estabilizar emulsões de água e azeite como também de catalisar reacções”, adiantou o cientista.

Estes nanohíbridos apresentam duas facetas: são hidrofílicos e hidrofóbicos. Ou seja, solúveis e não solúveis em água e por isso podem catalisar reacções tanto na água como no azeite. “Deste modo, eliminam-se muitos passos no processo de melhoramento dos biocombustíveis”, reafirma Resasco.

Nanopartículas especiais

A equipa dirigida por Steven Crossley preparou um grupo especial de nanopartículas misturando nanotubos hidrofóbicos com óxido de sílice, que é hidrofílico.

Esta combinação provou que as nanopartículas se unem na interface, entre o azeite e a água. Os cientistas usaram paládio, um metal branco do grupo da platina, como catalisador metálico nas nanoparticulas e mediram a reacção do catalisador.

A Science avança também com a notícia que as nanopartículas com paládio reagem em três níveis diferentes dos que se utilizam no refinamento da biomassa.

“Este método melhora os sistemas catalíticos conhecidos porque estas nanopartículas catalisam as reacções de uma maneira completa. Além de disto, são facilmente recuperáveis ao fim de cada reacção”, adiantaram os investigadores de Oklahoma à Science.

Segundo Resasco, o processo permite a conversão simultânea de todos os produtos oxigenados de uma maneira mais económica e eficaz. Os resultados “podem estender-se a muitas outras áreas como a química e a indústria farmacêutica”.


Fonte :

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38338&op=all


Texto avançado sobre Nanociência


Este texto apresenta uma aplicação voltada a Medicina através de Nanoímãs.


Click no link abaixo e leia o texto na integra:
Boa leitura.

Atividades práticas e simples para aprender Nanociência


Este texto apresenta atividades bem práticas e de simples execução para aprender e ensinar Nanociência.
Click no link abaixo para baixar o arquivo completo:
Boa atividade

Texto interessante sobre Nanociência



Este texto apresenta uma abordagem bem objetiva e clara, demonstrando que a Nanociência poe ser compreendida por todos.



Para ler o texto click no link abaixo:



http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc31_3/04-QS-7808.pdf


Boa Leitura